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Guia de decisão
Tela de celular: AMOLED ou LCD, 60 ou 120 Hz, e quanto brilho importa
A tela é a peça que você olha o tempo inteiro e a que mais muda a sensação de aparelho caro — e é onde a faixa intermediária mais varia. Quatro perguntas respondidas em uma frase cada, com o que cada número muda no uso de verdade.
Escrito em 10/09/2026 · 4 perguntas
Pergunta 1
AMOLED ou LCD?
AMOLED, se couber no orçamento. Ele desliga o pixel para mostrar preto, o que dá contraste melhor, cor mais viva e alguma economia de bateria em tema escuro. LCD não é ruim — é mais apagado, e o preto dele vira cinza.
- AMOLEDQuem vê vídeo, foto e usa tema escuro
- Preto de verdade, cor saturada e mais brilho máximo pela mesma faixa de preço. É o que faz um aparelho de R$ 1.500 parecer mais caro do que é.
- LCDQuem prioriza bateria grande ou preço
- Cumpre bem WhatsApp, navegador e vídeo em ambiente fechado. Perde no sol e no filme com cena escura, não no dia a dia comum.
Os nomes mudam por marca e confundem: Super AMOLED (Samsung), pOLED, OLED. São variações da mesma tecnologia, a de pixel que acende sozinho. LCD também aparece disfarçado — “IPS” é um tipo de LCD.
O ganho de bateria do AMOLED só existe se você usa tema escuro na maior parte do tempo. Com fundo branco o dia inteiro, os dois gastam parecido.
Cuidado: AMOLED pode marcar a tela com imagem fixa depois de anos de uso — a barra de notificação, o teclado. É bem menos comum do que já foi e raro com uso normal, mas é a única desvantagem real dele, e não tem conserto.
Pergunta 2
60, 90 ou 120 Hz: dá para sentir?
Dá, e é a diferença mais fácil de notar de todas — aparece no primeiro deslizar de tela. 120 Hz é o padrão da faixa hoje; 60 Hz não trava nada, mas parece um aparelho de geração anterior.
- 60 HzQuem escolhe por preço ou bateria
- Tudo funciona igual. O que muda é a fluidez do rolar da lista e da animação — e, depois de usar 120 Hz, voltar incomoda.
- 90 HzMeio-termo
- A maior parte do ganho está do 60 para o 90. Do 90 para o 120 a diferença existe, mas é menor que a primeira.
- 120 HzQuem usa o celular o dia inteiro
- O padrão da faixa intermediária. Em jogo, só ajuda se o jogo também rodar nessa taxa — a maioria dos pesados não roda.
Taxa de atualização é quantas vezes por segundo a tela se redesenha. Ela não deixa o celular mais rápido: deixa o movimento mais liso. Um aparelho com processador fraco e 120 Hz continua demorando para abrir aplicativo.
Muitos aparelhos deixam escolher entre taxa alta e economia de bateria nos ajustes. Se bateria é a sua prioridade, dá para comprar 120 Hz e usar em 60 — o contrário não existe.
Cuidado: Desconfie quando a ficha diz 120 Hz e a resolução é HD+: várias telas grandes e baratas juntam as duas coisas, e a fluidez alta não compensa a imagem serrilhada que você vê o dia inteiro.
Pergunta 3
HD+ ou Full HD+?
Full HD+, principalmente em tela grande. Numa tela de 6,7 polegadas, HD+ deixa texto e ícone visivelmente menos nítidos — e tela grande com resolução baixa é o atalho mais comum para baratear um anúncio.
- HD+ (720p)Quem só usa WhatsApp e ligação
- Aceitável em tela pequena e em orçamento apertado. Em tela de quase 7 polegadas, o serrilhado aparece na letra.
- Full HD+ (1080p)Praticamente todo mundo
- O padrão da faixa. Texto nítido, vídeo em 1080p exibido como foi gravado, e nenhum arrependimento previsível.
Resolução é quantos pontos a tela tem, e o que importa é ela junto do tamanho. A mesma resolução numa tela maior fica mais esticada — por isso HD+ incomoda mais nos aparelhos grandes, que são justamente os que mais trazem HD+.
É um dos poucos itens em que dá para confiar no nome comercial: “Full HD+” na ficha do fabricante quer dizer 1080p de largura de linha, e “HD+” quer dizer 720p.
Cuidado: Resolução alta com processador fraco pesa, porque o aparelho tem mais pixel para desenhar. Entre um HD+ folgado e um Full HD+ sufocado, o segundo pode parecer mais lento — mas na faixa intermediária de hoje isso quase não acontece.
Pergunta 4
Quantos nits eu preciso?
O número que importa é o de usar no sol. Abaixo de mais ou menos 800 nits de pico, você faz sombra com a mão na rua; a partir de 1.000 dá para ler tranquilo, e acima disso vira conforto, não necessidade.
- Até cerca de 800 nitsUso em ambiente fechado
- Em casa e no trabalho, nada a reclamar. Na rua ao meio-dia atrapalha — e é aí que você mais precisa ver o mapa ou o código do pagamento.
- 1.000 nits ou maisQuem usa o celular na rua
- Entrega, moto, obra, praia, ler mapa andando. É o item que separa um aparelho utilizável de outro, ao ar livre.
Fabricante costuma anunciar o brilho de pico, que a tela atinge em pedaços da imagem e por pouco tempo — não é o brilho que ela sustenta na tela inteira. Serve para comparar aparelhos entre si, não como promessa.
Brilho alto é onde o AMOLED abre mais vantagem na faixa: os números maiores estão todos em tela AMOLED ou pOLED.
Cuidado: Nits é o número mais inflado das fichas e o mais copiado errado por site de ficha técnica agregada. Quando um número te fizer mudar de aparelho, confira na página oficial do fabricante — foi assim que achamos 1.050 contra 1.000 nits para o mesmo Moto G17 aqui no site.
Como isso aparece em dois aparelhos reais
Os dois celulares do nosso catálogo, com o preço conferido todo dia pelo robô.
É o conjunto completo desta página num aparelho só: 6,7 pol. Super AMOLED, 120 Hz, Full HD+, 1.900 nits. A tela é o motivo principal para escolher ele em vez do irmão mais barato. Está a R$ 1.435,00, conferido em 11/09/2026.
Ver a tabela completa do Samsung Galaxy A36 5G 128GB contra os rivais →
Aqui a tela é onde o preço baixo aparece: 6,7 pol. LCD, 60 Hz, Full HD+, 1.050 nits. Resolução e brilho estão bons — o que falta é o AMOLED e a fluidez dos 120 Hz. Está a R$ 887,78, conferido em 11/09/2026.
Ver a tabela completa do Motorola Moto G17 128GB contra os rivais →
Resumindo
Se for para escolher uma coisa só desta página, escolha a taxa de atualização: é o que você sente a cada minuto de uso, e 120 Hz virou padrão da faixa. Depois vem o tipo de painel, e só então o brilho — a não ser que você trabalhe na rua, e aí o brilho passa na frente de tudo. Resolução hoje é quase sempre Full HD+; quando não for, é sinal de que cortaram custo em algum lugar, e vale procurar onde mais.

